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quinta-feira, 19 de março de 2009

A fuga de Ícaro

Competência: Desenvolver processos básicos de compreensão da leitura.
Actividades: Exercícios de avaliação de microprocessos, processos integrativos e macroprocessos; Correcção colectiva dos exercícios realizados, com análise/debate das respostas divergentes.

A fuga de Ícaro

A ilha de Creta era governada por Minos, rei muito rico e poderoso, que gostava de chamar para a corte os homens mais capazes do seu tempo. Quando quis construir um palácio donde ninguém conseguisse sair, encomendou a obra a Dédalo, um arquitecto famosíssimo.
Dédalo pensou, pensou, e depois concebeu o mais fantástico dos labirintos! Lá dentro, qualquer pessoa se desnorteava a ponto de não conseguir encontrar a saída. Por azar, Dédalo veio a cair em desgraça e o rei mandou encerrá-lo no edifício que construíra, juntamente com seu filho Ícaro.
Não contou, porém, com a imaginação prodigiosa do arquitecto. Dédalo, em vez de cruzar os braços, preparou para si próprio e para Ícaro dois belos pares de asas e na primeira oportunidade aplicou-as aos braços utilizando cera como cola. Antes de partirem, recomendou ao filho:
- Tem cuidado, Ícaro, não voes alto de mais porque se te aproximares do Sol o calor derrete a cera e as asas soltam-se.
Ícaro prometeu seguir o conselho, mas a sensação de voar era tão estonteante que a meio caminho esqueceu as recomendações do pai e subiu... subiu... subiu...
Tal como o pai previra, as asas soltaram-se e o pobre Ícaro caiu ao mar.
Dédalo não pôde valer-lhe.
Desgostoso, bateu as asas com força e seguiu para a Sicília, onde foi tão bem recebido que ficou lá a viver para sempre.

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, adapt.


1 - Identificar ideias principais

2 - Inferências

3 - Reconhecer palavras

4 - Resumo e ilustração do texto:

Era uma vez um rei chamado Minos, que era muito rico e poderoso.
Gostava de chamar ao seu reino os homens mais espertos do seu tempo. Quis construir um palácio donde não se pudesse sair e chamou Dédalo um arquitecto famoso.

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Dédalo pensou, pensou e concebeu o melhor dos labirintos onde qualquer pessoa ficava baralhada.
Dédalo caiu numa desgraça com o seu filho Ícaro. Ficaram presos no labirinto mas Dédalo com as suas fantásticas invenções desenhou umas asas para si e para o seu filho e deu-lhe um conselho antes de as usar.
-Tem cuidado, se te aproximares do sol a cera das tuas asas derrete.

Ícaro estava tão entusiasmado que se esqueceu do conselho, aproximou-se do sol e caiu ao mar.

Dédalo com pena enterrou-o e foi viver para a Sicília onde toda a gente o tratava bem.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Pai - Guardião de Sonhos




sexta-feira, 13 de março de 2009

A Estrada do Inglês

Olá amigos! Temos imenso prazer em convidá-los a visitar outro dos nossos espaços na blogoesfera. O link que devem seguir é http://aestradadoingles.blogspot.com
Esperamos que nos visitem e gostem dos nossos trabalhos e desempenho. Beijinhos da turma 8.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Lição de gramática

Competência: Desenvolver a compreensão global de textos de teatro.
Actividades: Leitura do texto "Lição de gramática"; Exploração da compreensão do texto e da prática cénica (do vocabulário; das interacções entre personagens; do uso do discurso directo e das indicações cénicas); Leitura com treino da voz, de expressão e de gestos de acordo com a personagem (gravação); Registo-síntese sobre as personagens do texto.
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1 - Desenvolvimento de estratégias a utilizar antes de iniciar a leitura.
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A professora incentiva os alunos a falarem sobre as suas experiências e conhecimentos acerca do mundo do teatro (idas a espectáculos teatrais; dramatizações/representações realizadas em contexto familiar e contexto escolar; visitas ao espaço físico de um teatro: palco, bastidores, plateia, etc.; termos relativos à representação: actor, encenador, cenário, adereços, guarda-roupa, etc). Prepara a leitura, escrevendo no quadro o título do texto perguntando aos alunos o que lhes sugere. A professora lê em voz alta e vai questionando o grupo sobre as personagens. Solicita aos alunos para sublinharem com marcadores diferentes o nome das personagens nas falas que vão ler, para não se enganarem. De seguida pede a duas crianças que leiam, representando cada um a sua personagem.
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2 - Leitura com treino da voz, de expressão e de gestos.

Gravação da representação
Vozes: Sofia Pimentel e Daniela Marques


3 - Preenchimento de um quadro-síntese sobre os actores e as personagens.



  • Cada aluno escolhe a fala mais engraçada e a personagem mais divertida.
  • Discussão colectiva sobre as escolhas e eleição da personagem mais divertida da cena.

Queres continuar a divertir-te? ... então observa:

terça-feira, 10 de março de 2009

Jogo da alimentação saudável

Competência: Participar em actividades interpessoais e de grupo, respeitando normas, regras e critérios de actuação, de convivência e de trabalho.
Actividades: Jogo da Alimentação Saudável.


Hoje recebemos três jovens voluntários da Cruz Vermelha Portuguesa que vieram desenvolver connosco uma actividade muito interessante e divertida no âmbito do Projecto Educação para a Saúde, um jogo (tipo jogo da glória). Colocaram uma lona no nosso campo de futebol e um dado gigante. Formamos vários grupos de diferentes cores que partilhavam as respostas perante as questões colocadas relacionadas com a alimentação. O jogo teve a duração de noventa minutos. No final fomos premiados com um mini-jogo e pulseirinhas. Foi uma actividade bastante educativa e os animadores eram muito simpáticos. Obrigado pela iniciativa, estamos muito agradecidos!!!







sexta-feira, 6 de março de 2009

A Raposa Matreira e a Galinha Ruiva

Competência: Promover a leitura de narrativas, assumindo-a como um factor de desenvolvimento individual e de progresso colectivo. Desenvolver o prazer e gosto pela leitura.
Actividades: Leitura da história "A Raposa Matreira e a Galinha Ruiva" aos alunos do J.I. no âmbito do projecto de Articulação de Educação Pré-Escolar/1º Ciclo do Ensino Básico.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Bolo de chocolate

Competência: Desenvolver competências específicas de textos instrucionais.
Actividades: Leitura do texto "Bolo de chocolate", mobilizando os conhecimentos prévios; Preenchimento do "roteiro de leitura"; Divisão do texto em três partes: título, materiais/ingredientes e instruções; Confecção do bolo; Lanche.


1 - Escrever no quadro o título e questionar os alunos:
  • Pelo título, que tipo de texto vos parece que vamos ler?
  • Para que serve uma receita de um bolo?
  • Para que possam fazer o bolo o que precisam saber?
  • Que ingredientes vos parece que um bolo de chocolate pode levar?

2 - Texto (receita cedida pela D. Margarida, mãe da Daniela Marques, que diz que a sua mãe é muito prendada. Esperamos que gostem! Obrigada Mamã Margarida!)

3 - Preenchimento de um "roteiro de leitura".
  • Com um marcador dividir o texto em três partes: título, materiais/ingredientes e instruções.
  • Pintar da mesma cor cada parte do texto e a informação que ela dá.
4 - A professora distribui o recorte da receita que contém a lista de ingredientes e pede para verificarem quais os ingredientes que foram referidos e que fazem parte da receita e os que não foram mencionados. Questiona os alunos:
  • Já algum fez um bolo de chocolate?
  • Se sim, é capaz de explicar aos colegas como fez?
5 - A professora distribui o recorte da receita que contém as etapas a seguir na confecção.
  • Os alunos identificam os materiais de que necessitam para confeccionar o bolo.
  • Um dos alunos explica, por palavras suas, o que teria de fazer para confeccionar o bolo.

6 - Cada aluno copia a receita para uma folha, acrescentando o desenho de um bolo de chocolate.


7 - Leitura sequencial da receita. Ler a etapa 1 e executá-la, ler a etapa 2 e executá-la...





8 - Fazer um pequeno lanche para comer o bolo.






Que delícia...

de comer e chorar por mais!!!

9 - Gostaram? ... então a nossa doce Carina trouxe a receita das natas, inspiradas nos famosos pastéis de Belém. Experimentem!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Animais em vias de extinção

Competência: Desenvolver competências específicas de compreensão de textos informativos.
Actividades: Partindo do texto "Animais em vias de extinção" (Amiguinhos - 4º ano, p. 150), desenvolvimento de estratégias de antecipação com base no título do texto; Apropriação do conceito presente no texto "extinção de espécies"; Identificação de relações de causa/efeito.

Pedir a um aluno para ler o título do texto.
Incentivar os alunos a dizerem o que sabem sobre o assunto e o que gostariam de aprender.
Como suporte à discussão colectiva usou-se uma ficha individual de registo, orientadora da actividade.


Consulta pelos alunos no dicionário do significado da palavra extinção.
Identificação colectiva de espécies animais em vias de extinção.
Realização individual de uma "sopa de letras" com o nome de alguns animais que se encontram actualmente em perigo de extinção (panda, baleia, cegonha, morcego, koala, lince).

Após a leitura do texto, realçar, através de questões , a relação entre as causas de extinção dos pandas e o efeito do seu desaparecimento.

Para encontrar a causa, perguntar:
  • Porque estão os pandas em perigo de extinção?
Para encontrar o efeito, perguntar:
  • O que está a acontecer aos pandas?
Apresentação pela professora de um esquema gráfico que traduz a relação multicausal da extinção dos pandas.
Preenchimento por cada criança do esquema com as causas encontradas.

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Queres saber mais sobre o panda? ... então clica aqui

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O amor está no ar!

Competência: Desenvolver o prazer na realização de experiências diversas.
Actividade: Fazer composições usando diversos materiais. Ilustrar de forma pessoal um postal para o Dia dos Namorados

Durante esta semana, na aula de Inglês, estivemos a realizar postais para o Dia dos Namorados. Foi muito divertido e tivemos a possibilidade de expressar a nossa criatividade, pois antes de passarmos à elaboração dos postais tivemos que fazer um plano de trabalho. Nesse plano fizemos uma descrição do nosso futuro postal, um desenho do mesmo e uma lista de material. Foi interessante perceber que se planearmos o nosso trabalho ele torna-se muito mais fácil. Utilizamos uma grande diversidade de materiais (cartolinas, esponjas, tintas, molas e até arroz!), e foi divertido conjugá-los todos e ver o resultado final. Somos uns verdadeiros artistas! Para fazermos estes postais também aprendemos várias palavras em Inglês associadas a esta tradição - love, valentine, friendship, darling - mas também algumas frases - Be my Valentine!; You are my sunshine!; You are sweet as chocolate!; You are my chocolate cake; I love you!
Agora os nossos postais vão entrar num concurso inter-turmas. Vamos ver se algum de nós sai vencedor! Por enquanto satisfaçam a vossa curiosidade vendo as imagens da nossa exposição.










Para todos os leitores deste blog Happy Valentine's Day!!!

Poemas ao Vento

Competências: Desenvolver o gosto pela escrita poética.
Actividade: Em grupos de dois alunos, escrever poemas sobre o vento.

Vento que sopra leve
Das bandas do mar
Tantas cores o vento tem
Mas só eu as vou contar.

Várias cores leves e coloridas
Mas elas são tantas
E sempre
Seguidas.

Várias cores de ventanias
que eu vou encontrar
nas palavras e nas rimas
Nas asas do seu soprar.

Diogo
Daniel



O vento canta
Uma bela melodia
E quando nós ouvimos
Ficamos cheios de alegria

O vento conta-nos
Muitas histórias de encantar
Quando ele conta
Nós começamos logo a sonhar

O vento sopra
Das bandas do mar,
Por vezes traz tanta tristeza
Que nós começamos a chorar

Adriana
Sofia



O vento é importante
Para a natureza
Ele é uma beleza!

A canção do vento é
Vu…vu...vu…
A canção da ventania
É uma verdadeira alegria.

O vento anda sempre a viajar
Pelo ar…

Ricardo
Rui



Vento que sopra leve,
Entre as marés que o mar tem,
Vento que inspira os poetas
Melhor do que ninguém.

Vento forte ao luar
Que sopra levemente,
Lindo e transparente.
Leva a semente que vai
pousar no lugar do seu nascer
para feliz viver e crescer.

Inês
Daniela




O vento, o vento
Sopra leve
Levemente
Sem ninguém o tocar

Nas asas do vento
Vão dois passarinhos
A cantarolar

O vento transparente
Suave e quente
Sopra e faz
Vuu…vuu…vuu

Ó vento, ó vento
Meu amigo és
Canta, brinca, e rima comigo
Ó vento, ó vento eu fico contigo.

Catarina
Beatriz



Vento, Ventinho, Ventão
Que sopra como uma canção
Dentro do meu coração

Que bom é sentir o vento
Vu…vu…vu…
Vento porque choras?
Tão leve e suave…

Vento porque cantas sempre
A mesma canção?
Porque passas pelos rios e agitas
A água e os navios?

É tão bonito ouvir
O teu som mágico
Que encanta os nossos
Ouvidos!

Ana
Carina
João F.

O vento é uma alegria,
Para todos nós.
O vento no verão
É uma satisfação.
O vento faz as crianças,
Felizes e faz o mar agitar.
Quando não há vento as crianças,
Esta canção vão cantar.

Vento, Vento
Ventania faz cá Vu Vu
Ai que fresquinho!

Carolina
André



O vento está no ar
Sempre a voar
E vem para a terra
Para as folhas do Outono levantar

Nas asas do vento
Eu quero voar
Como isso não é possível
Na terra vou ficar.

Na praia o vento
Empurra a água do mar
E os barcos ficam a dançar.

Num dia de Outono
O vento ouvi passar
Fui vê-lo à janela
E não o consegui observar.

O vento é invisível e não
O podemos ver
Mas quando o sentimos
Frio ficámos a ter.

João Pedro
Patrícia


O vento sopra sempre em direcção
A leste
Com a mesma canção
Vuu vuu vuu

O vento inspira poetas
Nasce em nascentes
Anda por rias
E nos satisfaz.
Desce pelo rio
E vai a soprar
P’ras bandas do mar

O vento que sopra
Das beiras do rio
Tão leve tão frio
Aí que arrepio!

O vento forte
Anda no ar
Mas não se vê
Com o nosso olhar.

Tiago
Bárbara



O vento é a inspiração
Dos poetas
O vento faz as pessoas
Felizes.

O vento parece uma canção
A zumbir aos nossos ouvidos.
Ele leva as folhas pelo ar
A sorrir.

As pessoas gostam muito
Dele porque é maravilhoso ouvi-lo
O vento leva os suaves cabelos e a voar
Como o vento não há igual!

Mariana
Alexandra


O vento voa pelo ar
para encontrar casa para morar
o vento voa de nuvem em nuvem
e com elas quer casar

O vento anda pela natureza
Levas as folhas pelo ar
Refresca a natureza
E a nós nos encantar

O vento anda na água
A fazer ondas no mar
Ondas grandes, ondas pequenas
Onde eu vou mergulhar

O vento é muito importante
É transparente e elegante.
O vento é a brisa
Que me refresca a camisa.

José
Ângelo


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pedro e o lobo

Competência: Promover a leitura de narrativas, assumindo-a como um factor de desenvolvimento individual e de progresso colectivo. Desenvolver o prazer e gosto pela leitura.
Actividades: Leitura da história "Pedro e o Lobo" aos alunos do J.I. no âmbito do projecto de Articulação de Educação Pré-Escolar/1º Ciclo do Ensino Básico.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A casa mágica dos versos

Competência: Desenvolver competências específicas de compreensão de poesia.
Actividades: Estabelecer relações entre o mundo pessoal e o universo textual; Os alunos sem conhecerem o conteúdo do poema dizem o que lhes sugere o título; Leitura do poema "A casa mágica dos versos", de José Jorge Letria; Conversão de imagens poéticas em ilustrações do poema; Explorar o ritmo e as sonoridades da língua; Memorizar e recitar o poema.
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Casa Mágica dos Ve...

Os versos moram numa casa mágica
Feita de água, espuma e vento,
Vento que sopra leve
Das bandas do mar
E traz notícias de terras
Onde não chega o nosso olhar,
Mas onde chega o nosso desejo
De sonhar.
Chamam-lhe casa mágica
Porque quem lá entra
Já não sai igual
Ao que era antes de entrar:
Sai com palavras novas, livres,
Dentro da cabeça a saltitar,
Palavras ágeis como corças
Que ninguém pode agarrar,
Palavras claras, transparentes, belas e diferentes
Que também servem para falar,
Para escrever e para cantar,
Palavras que são lembranças
Das crianças a brincar,
Que são rodas, que são danças
Em que vale a pena estar.
Casa mágica dos versos
Que podem ou não rimar
E que guardam o segredo
Da magia de sonhar.

José Jorge Letria, Pimpão

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sábios como Camelos

Competência: Desenvolver competências específicas de compreensão de textos narrativos.
Actividades: Leitura da história "Sábios como camelos" de José Eduardo Agualusa. Representação sequencial da história. Reconto oral e escrito.

Era uma vez um grão-vizir que era o rei da Pérsia. Ele adorava ler. Sempre que ia viajar levava quatrocentos camelos e cada um levava quatrocentos livros e estavam treinados para andar por ordem alfabética. Sempre que queria ler mandava parar a caravana e procurava de camelo em camelo não descansando até encontrar o título certo. O primeiro camelo chamava-se Aba, o segundo Baal e assim por diante até chegar ao último chamado Zuzá. (João Pedro)
À frente da cáfila, que é como se chama um conjunto de camelos, iam o grão-vizir e os seus ministros e de repente o céu escureceu e surgiu uma tempestade de areia. O grão-vizir ordenou que os camelos se juntassem formando um circulo, mas era tarde demais. O vento abafava as palavras, a areia entrava pelas camisolas, enfiava-se nos cabelos e as pessoas tinham que tapar os olhos para não ficarem cegas. Aquilo durou a tarde inteira. (Sofia)
Quando amanheceu o grão-vizir acordou, olhou em redor mas não foi capaz de encontrar um único dos quatrocentos camelos.
Foi para o seu palácio tristíssimo.
Quem lhe contaria histórias? (Catarina)

Mas os camelos não tinha morrido, tinham sido guiados por um jovem pastor a uma região longínqua. Passado alguns dias o pastor vendo que os camelos iam morrer de fome deu-lhes alguns livros a comer. Comeram os primeiros transportados por Aba, a seguir os de Baal até ao último. (Carina)
Muitos dias depois as tropas do grão-vizir encontraram-nos e levaram-nos à presença do seu chefe. O grão-vizir mandou prender o pastor dizendo-lhe que era o responsável pelos livros e portanto por cada livro destruído passaria um dia na prisão. O pastor fez contas de cabeça rapidamente e descobriu que muito antes de cumprir a pena, morreria de velhice. Aba pediu licença para falar e disse:
-Não façais isso meu senhor!
-Meu Deus o camelo fala - disse o grão-vizir espantado.
Então os camelos disseram ao grão-vizir que libertasse o pastor. Ao comerem os livros adquiriram não só o poder da fala, mas também o conteúdo de cada livro, podendo assim contar-lhe as histórias. Como acordado, dali para diante todas as tardes um camelo subia até ao quarto de grão-vizir e contava-lhe uma história. (Tiago)

Na Pérsia quando viam alguém que era esperto dizia-se, aquele homem é sábio como um camelo. (Daniela Marques)